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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011
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Deito-me na minha cama quentinha, que me aconchega de noite. Ahhh, não há nada melhor do que o seu conforto depois de uma bela caneca de leite com café. É normalmente nesta altura do dia, em que , e julgo que isto também vos deve acontecer, tentamos dormir, mas o nosso cérebro não pára de nos falar, as imagens vagueiam pela nossa mente, e fantasiamos dentro da nossa cabeça, histórias. Desejamos nunca sair daquele estado, daquela bolha perfeita onde tudo é como desejamos. É algo que dá que pensar. Não seria tudo tão melhor se pudéssemos não precisar todas as manhãs de rebentá-la e seguir as nossas vidas? Seria bom, óptimo de facto. Mas depois deparei-me com o seguinte facto: os papás e as mamãs em geral, quando todos éramos pequenitos, e quando nos recusávamos a acabar a sopa, usavam a velha expressão "os pobrezinhos davam tudo para poder comer esse restinho de sopa", mesmo assim recusávamo-nos a ligar a qualquer uma dessas expressões, verdadeiramente correctas e seguíamos a nossas vidas. Olhamos para trás, reflectimos e pensamos "bom, éramos crianças, tínhamos uma cota parte de desculpa", mas a verdade é que continuamos a fazer exactamente o mesmo desde à uns anos para trás, começando no primeiríssimo pensamento do nosso dia "quem me dera não ir à escola", acabando no último da noite "espero nunca acordar".  Na realidade não temos nada com que nos queixar, penso eu, visto termos pelo menos uma cama onde nos deitar, termos uma escola para onde ir... Isso são bons sinais de sorte e felicidade. Existem meninos, adultos, que adormecem com o sonho de terem uma vida como a nossa, enquanto nós desejamos cada vez mais e mais e mais. A ganância consegue ser tão egoísta. Pois é, se ao lerem isto se auto-associaram, e pensaram "epá, realmente é verdade, tenho uma vida fantástica", interroguem-se novamente, mas desta vez analisem a seguinte questão bem no fundo da vossa consciência "há meninos que sonham com a minha vida, mas há outros que não chegam a sonhar, pois esses... esses nem têm sítio para adormecer". Que isto vos pese na cabeça, que vos persiga dia e noite, até que sejam capazes de substituir o esmagador desejo de ter muito mais pela simples pergunta "o que poderei fazer para ajudar?".

Remodelemos o princípio, em que o "tomei uma caneca de leite com café e me aconcheguei nos lençóis" para algo do género: Era uma vez, num futuro não muito distante, um planeta denominado Terra, com um gigantesco número de habitantes, onde tudo e todos eram felizes. Não havia poluição, roubo, inveja, egoísmo, ou até mesmo guerra, aliás, estas palavras simplesmente não existiam nos dicionário pois não havia a necessidade de utilizá-las para descrever o que quer que fosse (...)



publicado por bourique às 16:55
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Presentinho deixados:
De joao a 15 de Janeiro de 2011 às 19:43
EU AMEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII, por completo o texto. Já o coloqei nos favoritos. Ameiiiii.
Eu sei q tens mesmo muita razao, realmente fazemos o q faziamos anos atrás, e nem damos por isso. No meu caso agora lamento, estou muito mas muito triste. Acho q nem esses meninos qeriam estar onde eu estou. Lindooooo
Parabens mesmoooo.


De Catherine a 17 de Janeiro de 2011 às 21:08
e eu fico muito contente ao receber um comentário teu depois de tanto tempo :)
sim Ryan foi o nome escolhido. foi o que achei mais apropriado
beijinhos querida


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