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Sábado, 18 de Dezembro de 2010
1,2,3,4,5... almas erguidas em prol de uma nação.

 

 

 

 

 

À medida que o tempo passa, as memórias vão-se desvanecendo. É uma verdade e também algo que ninguém gosta de ouvir. Sei que não irei esquecer o primeiro dia em que me senti realmente em casa, com a parte da minha família que sempre me faltou, mas ainda assim sinto medo, não medo, mas sim receio. Receio esquecer cada momento que relembro agora ao pormenor: a sensação dos meus dedos em chamas a tocar na sua figura paternal; a emoção emitida constantemente no olhar de cada irmão e irmã; a força esmagadora das sua orações; o holofote apontado pelo Jared a cada um de nós, para melhor ver as nossas caras; os seus elogios ao nosso pequeno-mas-grande país (como ele o descreveu); o hastear da bandeira portuguesa numa pessoa, num lugar verdadeiramente digno, tornando-se dessa maneira um super-herói-português; a expressão oficial de boas-vindas à família; as pessoas com quem fiz amizade; os seus olhos tocando cada um de nós de uma maneira diferente, com tanto amor que se via transbordar da sua figura franzina através da sua voz; tantos milésimos de segundos que agora recordo com um sorriso na boca.

A verdade é que enquanto lá estive, tudo aquilo me pareceu irreal. Acreditei que estava realmente sobre a sua presença quando lhe pude tocar e é verdade que nesse momento me tornei uma das pessoas mais sortudas não só presentes naquela sala, como também no mundo inteiro. E a partir desse momento algo começou a fazer sentido, e na minha cabeça, comecei a tornar-me consciente do que se estava a suceder. As minhas irmãs de sangue sempre me disseram: "Tu achas que eles vos amam? Eles nem sabem que existes!" e eu tentava sempre responder, com alguma esperança de que fosse verdade: "Claro que sim, eles não sabem que existo eu concretamente, como ser ou pessoa que sou, mas sabem que algures pelo mundo inteiro existem pequenos pedaços de homens e mulheres que seguem todos os seus passos e palavras, como irmãos e irmãs de uma família", que confirmei realmente existir. Acontece que tinha razão e neste dia tão especial, não me tornei apenas num ponto de luz e razão. Eu e toda a minha família, torná-mo-nos em seres para cada um deles, possuidores de almas tão belas como as suas, guiadas por pais tão sábios.

No meio de todo aquele Eco, de todos aqueles corpos soados, escondia-se uma família, esmagada pelas suas almas erguidas e pela força das suas vozes que se juntavam formado uma.

Outrora acreditei que tudo o que se passou foi realidade, agora começa a tornar-se um pouco impossível. As suas figuras que presenciaram tal momento, começam a desvanecer-se não na minha memória, mas na minha realidade, passando a ocupar a parte de mim que sabe sonhar. E é por isso que sinto um medo terrível e enorme, porque há um monstro gigante a tentar roubar-me as recordações. Eles são reais, não me tentem fazer acreditar em algo diferente.

As palavras que utilizo para descrever este momento de nada servem, porque ao lerem isto, não digo que nada sintam, porque de certeza irão sentir algo, mas digo que nunca sentirão algo tão grande, tão intenso e infinito como o que sentimos, porque teriam de estar presentes de corpo e alma para alguma vez compreenderem como somos um só unidos pelo Mundo inteiro, por estes três Pais, realmente dignos e o verdadeiro sentido da palavra amor.

É extremamente difícil viajar para Marte, sempre disseram os cientistas, e é de facto verdade, se o quisermos fazer de uma forma experimental, mas se o fizermos de coração, não se torna de todo impossível. Basta pertencer a este clã, a esta comunidade, porque estamos constantemente a ir a Marte e voltar, porque a verdade é que essa é a nossa casa e nada nos fará manter afastados dela. Nem mesmo o infinito.

Ao reler este texto, vejo que poderia escrever outro completamente diferente, porque apesar de ser uma tarefa difícil a de descrever aquele dia, é possível fazê-lo de mil e uma maneiras diferentes. Sinto e sei que deixei muita coisa por dizer, mas guardo tudo no meu coração e em tantos outros órgãos figurativos, porque apercebi-me que não preciso de o descrever, pois toda a minha família sabe o que aconteceu, o que sentiu e o que irá sentir eternamente.

Não (n)os chamem de fãs, porque não é isso que somos.

Agora meus irmãos de todo o mundo, deixo-vos a difícil tarefa de viajarem para Marte para experenciarem o nosso furacão de emoções. Gastem as vossas vozes!


Não estamos todos unidos por sangue, nunca o estaremos, mas estamos unidos por estas três almas já há muito ligadas também entre si.



publicado por bourique às 11:44
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Presentinho deixados:
De Catherine a 18 de Dezembro de 2010 às 14:12
o concerto foi esmagador! LINDO!


De » Alexandra C. a 18 de Dezembro de 2010 às 17:34
Gostava de ter ido ao concerto, mas nao pude :x
Um beijinho querida ; )


De » Alexandra C. a 18 de Dezembro de 2010 às 17:48
Espero que voltem porque eu queria ir mesmo ver *-*
como é que foi querida ? <3


De Nuuno Burst "Loirinho" a 19 de Dezembro de 2010 às 11:06
Texto linda Irmã Echelon de sangue +.+ Foi de facto um momento que apesar de 2 horas e meia ainda está presente nos dias de hoje!! Nunca irei esquecer os momentos mais perfeitos de toda a minha vida!! Bandeira, irmãos e irmãs Echelon, palco, garrafa :D festa, cartaz e amuos de outras pessoas eheh
"I will never forget this moment" by: Jared Leto
"I will never forget this moment" now by Nuuno

Foi de longe o que me aconteceu de melhor na vida e sei que um dia irá repetir-se não igualmente mas sempre melhor!! E quando esse dia chegar estaremos lá todos presentes outra vez!

Love you Beatriz Ourique, My real Echelon Sister <3


De Catherine a 20 de Dezembro de 2010 às 14:15
oh obrigada :) ainda bem que gostaste assim tanto


De seekingbeautyindissonance.blogspot.com a 20 de Dezembro de 2010 às 20:05
Espero que eles voltem em breve. Eu quero vê-los. :)


De WhySoSirius a 23 de Dezembro de 2010 às 20:05
Duas coisas para dizer sobre este texto. 1. Fiquei de lágrimas nos olhos. 2. Favoritos.


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